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O estado do Rio em suas mãos 

Quarta, 11 Julho 2018 19:14

A Conferência Ethos 2018 veio como uma chuva de propostas, ideias e pensamentos, alem de trazer meta e esperança para o Rio de Janeiro

Coluna
Conferência Ethos 2018 no Rio de Janeiro Conferência Ethos 2018 no Rio de Janeiro foto: Luciano Azevedo

Em sua terceira edição no Rio de Janeiro, a conferência trouxe uma centena de inscritos, dezenas de empresas e palestrantes das mais diversas áreas ligadas a tão famosa e misteriosa sustentabilidade.


Uma farmácia de pensamentos de grandes empresas e lideres do estado

Com foco em soluções para o estado do Rio de Janeiro, o encontro teve a participação de representantes do Instituto Ethos, Instituto Brasileiro de Certificação e Monitoramento (IBRACEM), Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE), Usina Pensamento, FIRJAN, Faculdade Getúlio Vargas (FGV/EBAPE), INVEPAR, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fundação Avina no Brasil, Greenpeace Brasil, Sistema B Brasil, Baluarte Cultura, Petrobras, Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (ABESPetro), Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Natura, Projeto Arevah, Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), SDSN Brasil, Tranch Rossi Watanabe, Transparência Internacional, Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesadas (SINICON), Universidade Federal Fluminense (UFF), LEAP Brasil, Human Rights Watch, Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Advocacia Machado Meiyer, Deloitte, Grupo Neoenergia, Enel no Brasil, Microsoft, FEA-USP, Rio.Futuro, Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE), Rede Nossa São Paulo, Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, Coca-cola Brasil, Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), Raia Drogasil (RD), Conectas, Childhood Brasil e Open Society Foundations.

 

Mesmo após muitas horas de palestras (foram 9 horas) eu consegui alavancar um pouco de energia e entrevistar alguns desses líderes e pensadores. Leia e assista aos vídeos na íntegra:


Sergio Besserman Vianna

(economista e presidente do conselho da SDSN Brasil e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro)

Em minha entrevista descontraída, Sergio profetizou e deixou passar frases interessantes como "ninguém quer pegar no taco", "eu não vejo muito futuro para um McDonalds", "não tem cabimento existirem 206 milhões de brasileiros para 210 milhões de bois", "ets iriam eliminar os culpados, os terráqueos" e "uma revolução do tamanho do renascimento".


Eduarda La Rocque

(economista e sócia da Usina Pensamento)

"6 anos de eventos como esse e nada acontece. Faltou urbanização de favela. A boa notícia é que nós já sabemos o que fazer. Governança pública", diz Eduarda.

Com a colocação perfeita de suas ideias, Eduarda foi uma das poucas que levantaram da cadeira com força e entusiasmo para falar. Ela enfatizou claramente a necessidade do resultado palpável, concreto, medido e resolvido. Disse "anos passam e nada acontece, de fato"

Em minha rápida entrevista com Eduarda após sua palestra, ela apontou firme a necessidade imediata do uso da tecnologia da informação como instrumento de avaliação de projetos e necessidades. Estes sistemas atuariam na gestão, priorização e execução de todos os processos, com base na coleta de informações inseridas pela própria população. Eduarda também acredita que em paralelo o povo precisa votar em candidatos locais, que realmente vá fazer pela comunidade e não por interesses pessoais.

Em minha opinião a ideia é ótima, o problema será realmente fazer o engenharia do sistema político assumir e agir diante a gráficos e necessidades apontados nesses sistemas. Isso eliminaria totalmente interesses pessoais, sendo que todas as informações estariam abertas e de forma transparente.


Caio Magri

(presidente do Instituto Ethos)

A conferência Ethos vem há muitos anos crescendo, atuando e ajudando a comunidade no despertar da consciência global, apoiando com sistemas e metodologias. Porém o estado do Rio de Janeiro chegou um pouco atrasado, e eu queria particularmente saber os porquês da história.

Em entrevista comigo, Caio Magri, presidente do Instituto Ethos, explica dentre outras, alguns porquês de tudo. Na entrevista você conhecerá um pouco mais da Ethos e de pensamentos como "Nós não tínhamos a dimensão da importância de fazer isso no Rio", "O Rio está mais triste, menos disponível para a luta", "Há avanços que não tem mais retorno" e "O acionista majoritário é o governo, e o governo tem que querer taxar percentagem de atuação na área sustentável, cultural, social e ambiental dessas empresas".


Marcio Astrid

(coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil)

O Greenpeace praticamente foi à Conferência Ethos 2018 apresentar o que rotineiramente estão fazendo, ameaças. Ultimamente estão atuando com base na observação do erro político emergencial e na tentativa da anulação deste erro com base em ameaças por exposição.

Nesta entrevista, Marcio afirma dentre outras coisas, que "A nossa vitória é o empate. Nos lutamos para que os políticos não piorem as coisas, e é na eleição que vamos nos orgulhar ou nos arrepender dos próximos 4 anos"


Marcos Vinicius

(gerente de práticas e avaliação de responsabilidade social da Petrobras)

De acordo com Marcos, a Petrobras irá investir nos próximos 2 anos, 180 milhões em ações socioeducacionais e meio ambiente. Quando perguntei ao Marcos qual é a porcentagem média dos gastos da Petrobras com estes temas, em relação aos lucros da companhia, a resposta você tem no vídeo. Mas de antemão, para mim, ele apresentou descontrole e desorganização institucional. As suas respostas diante as minhas perguntas se resumiram basicamente em afirmar, com a maior naturalidade, que o 'McDonalds', mesmo sendo a única e exclusiva empresa de lanches no Brasil, não teve lucros e ainda saiu devendo nos últimos anos. Isso é uma analogia correto? De toda forma é difícil de entender, mas muito fácil de elucidar. A resposta quem deu, é o ativista Chico Whitaker em sua última frase ao final deste artigo.


Outros palestrantes e participantes 

Muitos outros palestrantes puderam expor seus projetos, ideias e realizações durante a Conferência Ethos 2018, além dos participantes que fizeram muitas perguntas.

Istvan Kasznar, professor titular de economia e administração pública e de empresas da Fundação Getúlio Vargas, afirma que "as empresas educacionais, as faculdades, as inteligências devem estar no Rio. Não adianta ter o petróleo e não ter a inteligência no estado para a extração em suas fases".

A Rafaela Silva, pedagoga, consultora Natura, fundadora do projeto social Arevah, diz que "Os negros montaram o país. As comunidades não têm acesso e infelizmente é a maioria negra. Na comunidade da Ilha do Governador trabalhamos com crianças porque é difícil convencer adultos. Eles pensam que não tem mais tempo. Fazemos trabalhos de empoderamento".

A Flavia Siqueira, da gerência de sustentabilidade da FIRJAN, afirmou "Pequena empresas não sabem sustentabilidade!"

Chico Whitaker, arquitero e ativista renomado, afirmou que "a maioria das pessoas não tem ideia que o congresso manda mais que o presidente da República", e que "o eleitor deve assumir seu poder de escolha".

E para finalizar este artigo, deixo esta afirmação, ainda de Chico Whitaker: "são verdadeiras dinastias familiares na política brasileira".

Mais informações sobre a Conferência Ethos 2018

Acesse o site oficial da Conferência Ethos clicando aqui



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Luciano Azevedo

"Integrando a comunicação
no estado do Rio de Janeiro"

         - Luciano Azevedo (fundador)

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